Ex-técnica dissidente relata estresse profissional em laboratórios de carne genética
Em depoimento à Comissão Internacional de Biosegurança, ex-funcionária revela como a pressão por auditorias está afetando a saúde mental de quem trabalha na linha de produção de clones.
A ex-técnica de laboratório, conhecida por sua postura crítica ao uso indiscriminado de clones para produção de carne, compareceu à Comissão Internacional de Biosegurança em Genebra na última terça-feira. Em seu depoimento, ela descreveu jornadas de até 14 horas, metas de produção elevadas e a constante necessidade de validar cada lote de tecido muscular perante novas inspeções governamentais. "A ansiedade de ser parado a qualquer momento por um auditor, somada ao medo de ser responsabilizado por possíveis mutações não detectadas, tem gerado quadros de burnout que nem todas as empresas reconhecem", afirmou. A testemunha também apontou que o ambiente de trabalho, repleto de cabines de cultivo com iluminação de espectro ajustado e sensores de expressão gênica, deixa poucos espaços para desconexão, agravando a sensação de vigilância constante.
