São João cria comissão conjunta para resolver crise hídrica
Diante da escassez de água, moradores unem trabalhadores e magos na primeira gestão compartilhada do bairro, buscando justiça e eficácia nas decisões.
O quarteirão de São João enfrenta dias sombrios com as torres de água secas, forçando a população a buscar fontes distantes ou recorrer a encantamentos improvisados. Nas ruas de paralelepípedos e fachadas de madeira envelhecida, a tensão entre os cidadãos comuns e os líderes tradicionais cresce a cada vela apagada por falta de água para cozinhar. Em assembleia noturna sob a luz de fogueiras, surge uma proposta inédita: a Comissão de Gestão Conjunta, que integra operários de engrenagens e arcanistas da Guilda dos Mestres Águas para deliberar sobre o abastecimento. 'A água é como um rio que não deve ser controlado por mão única', dizia um artesão apontando para as ferrugem das canalizações.
